O que você acha da ideia de ser reconhecido pelas suas habilidades?



O que você acha da ideia de ser reconhecido pelas suas habilidades e não pelos seus cargos e empregos anteriores?




    

    Reconhecer as competências acima das certificações permite olhar o profissional                      de forma integral, com um portfólio de habilidades alinhado com os trabalhos desenvolvidos. 


    Te conto um pouco mais sobre isso.


    Há décadas os cargos têm sido a estrutura dominante do emprego corporativo.


    Ter a estrutura de cargos e salários organizada sempre foi condição para a fluidez do trabalho dentro das organizações (tanto das grandes quanto das pequenas).  


    Tem sido uma ferramenta super importante de atração e retenção de profissionais, que apoia as práticas de RH em toda jornada do trabalhador. É usada desde a contratação, remuneração, avaliação, para cálculos de bonificações, movimentações salariais e promoções. O plano de C & S faz parte há anos das prioridades e planos estratégicos organizacionais porque define como o trabalho deve ser feito, por quem, como é gerenciado e liderado. 


    Sem dúvida alguma, assunto na pauta de todos os RH 's estratégicos. E por estar tão embutido em tudo que as empresas fazem, raramente sua necessidade é questionada. O discurso é que: se todas as empresas praticam, e o concorrente também, a empresa tem que ter e pronto. Não ter o plano é sinônimo de não atrair novos talentos e ainda perder os bons profissionais. 


    No entanto, sempre achei que tarefas padronizadas (salvo processos produtivos operacionais) e decisões tomadas sobre os profissionais com base em sua posição e função na hierarquia pode dificultar a agilidade organizacional, o crescimento, a inovação além de limitar a utilização e a diversidade dos potenciais.


    Fico entusiasmada quando pesquisas mostram que as organizações estão adotando um modelo operacional novo para a força de trabalho que coloca as habilidades no centro das discussões, ao invés dos cargos e empregos. 


    Neste modelo, os trabalhos definidos em projetos ou tarefas (e não no job description do cargo) ampliam o foco na solução de problemas e em resultados a serem alcançados. As pessoas deixam de ser definidas por seus cargos e funções, passando a ser vistas como indivíduos completos, com habilidades e capacidades que podem ser usadas de acordo com seus interesses, bem como com as prioridades de negócio. 


    Cria-se um pool interno de talentos permitindo que as habilidades se movam com fluidez para projetos e tarefas em toda a organização. Isso impacta em maior empregabilidade e oportunidades de carreira.


    E ao basear as decisões de pessoas em habilidades mais do que em empregos, as organizações ainda podem ter uma maneira de operar escalável, gerenciável e mais equitativa. Esse modelo operacional de trabalho e força de trabalho é chamado de “organização baseada em habilidades”.


    A pesquisa da Deloitte, de 2023, descobriu uma infinidade de experiências com (e um movimento em direção a) organizações baseadas em habilidades, bem como uma forte preferência de executivos e trabalhadores por um modelo baseado em habilidades em vez de um baseado em empregos.


    "Apesar desse movimento geral, menos de um em cada cinco empresas está adotando abordagens baseadas em habilidades de forma significativa: em toda a organização e de maneira clara e repetível. Porém, esses primeiros pioneiros estão alcançando melhores resultados de negócios do que aqueles com práticas baseadas em empregos. Isso indica que aqueles que adotaram abordagens baseadas em habilidades de forma significativa estão construindo modelos organizacionais que se alinham melhor às necessidades de suas organizações – e expectativas dos trabalhadores – hoje." (deloitte)


    Essa nova na abordagem é resultado de várias mudanças que vem ocorrendo no mercado de trabalho, que são mais amplas:


O crescente senso de responsabilidade das organizações pelo bem-estar de seus trabalhadores
A Demanda dos trabalhadores por mais autonomia
A escassez de talentos
A necessidade de agilidade
A transformação digital
A Diminuição da relevância dos empregos (gig economy)
    Entendo que o caminho é longo e que provavelmente não se adeque a todas as organizações por suas características de negócios, mas gosto muito do movimento de repensar o tradicional e o status quo na busca de melhores soluções tanto para as empresas como para nós, profissionais. 


    Se interessa pelo assunto? Aqui o link para a pesquisa. 


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